13 de janeiro de 2026

Brasileiro morre na guerra da Ucrânia após pedir ajuda para voltar ao país

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O paranaense Gustavo Rodrigo Faria Mazzocato, de 25 anos, morreu durante a guerra na Ucrânia cerca de um mês antes do fim do contrato de experiência que mantinha com as forças ucranianas. A morte ocorreu durante uma missão na região de Donbass e foi confirmada no domingo (4) pelo comandante da 60ª Brigada ucraniana, unidade na qual ele atuava, segundo informou a família.

Natural de Curitiba, Gustavo estava na Ucrânia desde julho de 2025. De acordo com a esposa, Rafaela Alves, ele se arrependeu de ter ido ao conflito e chegou a pedir ajuda para retornar ao Brasil poucos dias após chegar ao país. O casal estava junto há cinco anos e tem um filho de três anos. Rafaela mora atualmente em Brasília com a criança.

Segundo a família, apenas seis dias depois de desembarcar na Ucrânia, Gustavo enviou um e-mail à Embaixada do Brasil em Kiev, em 27 de julho de 2025, relatando dificuldades na estadia, afirmando estar em situação de vulnerabilidade e solicitando orientação urgente para retornar ao Brasil.

O último contato entre o casal ocorreu na madrugada de 29 de dezembro, por volta das 4h50. Na ocasião, Rafaela recebeu áudios enviados por um oficial de comunicações. Em uma das mensagens, Gustavo disse que tinha esperança de voltar ao Brasil, que o contrato estava perto do fim e que sentia saudades da família, especialmente dos avós.

De acordo com Rafaela, o contato com o marido era mantido por intermédio de um oficial da unidade. Ela afirma que recebia informações ao menos uma vez por semana, mas estranhou a ausência de notícias nos dias que antecederam a confirmação da morte. Após procurar o comandante, recebeu a confirmação do óbito.

Antes de ir para a guerra, Gustavo trabalhava como administrador e também atuava como motoboy. Ele serviu ao Exército Brasileiro em 2018. Segundo a esposa, ele tinha o sonho de seguir carreira militar, inspirado pelo avô e pelo tio, e buscava oferecer melhores condições de vida ao filho.

A família informou que Gustavo passou por um treinamento básico de aproximadamente 20 dias e foi informado de que participaria de uma missão curta, com duração estimada de 15 dias. No entanto, após ser enviado para a missão, ficou meses sem contato direto com os familiares.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou, por meio da Embaixada do Brasil em Kiev, que não pode repassar detalhes sobre os serviços consulares solicitados por Gustavo, mas afirmou que permanece à disposição para prestar assistência aos cidadãos brasileiros.

Em junho do ano passado, o Itamaraty emitiu um alerta recomendando que brasileiros recusem propostas de alistamento voluntário em forças armadas estrangeiras. Segundo o ministério, houve aumento no número de brasileiros mortos em conflitos armados ou que enfrentam dificuldades para deixar o serviço militar no exterior, destacando que, nesses casos, a assistência consular pode ser severamente limitada pelos contratos firmados.

A guerra entre Rússia e Ucrânia teve início em fevereiro de 2022, após a autorização de uma ofensiva militar russa contra o território ucraniano. Desde então, o conflito já provocou milhares de mortes, milhões de refugiados e intensos combates, especialmente nas regiões leste e sul do país.

 

Fonte: noticiasurgentes.com.br/

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Foto de Adriana Dias

Adriana Dias

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