20 de junho de 2024

Camargo e Ribeiro: como saber quem é deputado de um mandato só e quem chegou para ficar mais tempo

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No xadrez político não adianta somente atacar. É preciso posicionar bem as peças para não perder a partida em dois lances

Onde estão enxadristas políticos que atacavam muito, como o ex-deputado do Sintero ou o ex-deputado Hermínio Coelho?

Quem há décadas acompanha o xadrez político na Assembleia Legislativa consegue ver com nitidez logo nos primeiros meses quem é o jogador de apenas uma partida, ou no caso o deputado de um mandato só.

No xadrez existe o “Mate do Louco”, onde a partida termina com apenas dois lances de cada jogador. Pretas vencem. E na Assembleia Legislativa de vez em quando tem aquele que chega dando uma de maluco, achando que conseguirá manter os eleitores cativos, mas depois se arrebenta.

A história está cheia deles. Há os que chegam sem nem entender direito como é a Casa. Há os que chegam achando que são deuses, e decidem trabalhar só no último ano, quando é tarde demais.

Brancas avançam o peão do bispo do rei, uma jogada estranha. Pretas avançam peão do rei

Em uma coisa a maioria dos deputados é igual: a maior parte se acha o deputado mais importante da Assembleia Legislativa, principalmente os recém chegados. Mas há os que entendem um pouco de xadrez político, há os que posicionam as peças sem partir para um ataque louco, como o jogador com peças brancas que perdeu em dois lances.

Já tivemos na Assembleia gente do Sintero, que hoje não consegue mais se eleger nem a inspetor de quarteirão, depois que o sindicato começou a aplicar golpes nos filiados.

Há o caso de Hermínio Coelho, que sacrificou suas principais peças do tabuleiro atacando o governo. Parecia que ele iria trucidar Confúcio Moura, mas os ataques eram descoordenados. Caiu a dama, que os não enxadristas chamam de rainha, e logo caiu o rei. Isso não tira o fato de Hermínio ser boa pessoa, ter um bom coração, e estar voltando ao xadrez político.

Na atual legislatura dois deputados com origem na Polícia Civil podem ser comparados. Um deles é falante, e o outro é bem quieto. É verdade que de alguns dias para cá o deputado Camargo tem falado menos, principalmente depois que começou circular a informação da suposta existência de funcionário fantasma em seu gabinete, no caso o pai do ex-vereador de Ariquemes, Rafael é o Fera. Mas o que mais deve ter doído foi a pecha de “inimigo das forças de segurança”. Isso por conta do episódio do PCCS da Polícia Civil.

Brancas avançam peão do cavalo do rei. Movimento sinistro, que deixou o rei desprotegido. Pretas movimentam a dama e dão um xeque indefensável. É mate

O ponto forte do deputado Camargo era pregar moralidade. Nesse sentido ele começou a posicionar as peças dele. Em poucos meses o eleitor começou a ver que a situação não era bem essa, pois peões dobrados travavam o avanço da torre. Não se via a prática em cima do pregador. Ele anunciou teste seletivo para contratação de assessores em seu gabinete, mas depois contratou um primo distante com salário de quase R$ 22 mil. E isso enquanto criticava muita coisa. Peças de xadrez aparentemente mal posicionadas.

De outro lado tem o deputado quieto, que evita embates: Ribeiro do Sinpol. Ele se aproximou do governo, mas nem tanto. O suficiente para ser ouvido e trabalhar pela Polícia Civil, a categoria que o elegeu. Conseguiu ter acesso ao PCCS e trabalhou para atender sua classe. Os policiais civis tiveram o que comemorar.

Para isso inicialmente posicionou as peças no tabuleiro, coordenando os movimentos, mantendo cada peão defendido. Peão é importante. Quando o peão chega na última casa pode ser promovido a dama. Aliado é importante. Com ajuda, aliado pode se eleger vereador e ajudar na reeleição do deputado em dois anos.

Notícias de trabalho atendendo quem não é policial? Nesta semana Ribeiro destinou emenda parlamentar de R$ 1,5 milhão para a saúde e segurança pública do Cone Sul. Atendeu novamente os policiais, e a população de diversos municípios, por tabela. É o resultado de posicionar bem as peças. É por isso que alguns deputados permanecem por diversos mandatos, enquanto outros levam xeque-mate logo de cara.

 

Por Nilton Salina

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