Um homem é investigado por planejar a morte do próprio pai para ficar com a herança em Porto Velho, Rondônia. A Polícia Civil deflagrou a Operação Cronos nesta segunda-feira (8) e prendeu duas pessoas suspeitas de envolvimento no esquema criminoso. Segundo as investigações, o filho tinha dívidas pesadas e passou a acompanhar a rotina do pai para facilitar a execução. A primeira tentativa de homicídio falhou e ele já planejava uma segunda investida quando foi descoberto.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, o filho monitorava todos os passos do pai há semanas, identificando horários, locais e rotinas para passar informações aos executores contratados. Ele teria prometido pagamento em dinheiro após receber a herança. A primeira tentativa ocorreu há cerca de um mês, mas os criminosos não conseguiram concretizar o assassinato devido a imprevistos no local escolhido. Indignado com a falha, o filho exigiu nova tentativa e pressionou os envolvidos para agirem rapidamente. Durante as investigações, a polícia interceptou conversas que revelavam os detalhes macabros do plano, incluindo a divisão do dinheiro da herança entre os participantes. O pai, que não sabia estar sendo vigiado, ficou chocado ao ser informado pela polícia sobre a conspiração.
Crimes motivados por herança são recorrentes no Brasil e revelam a frieza de pessoas dispostas a matar parentes próximos por dinheiro. Especialistas apontam que endividamento, ambição desmedida e relacionamentos familiares conturbados são os principais motivos que levam filhos a planejarem a morte dos pais. Em Rondônia, a Polícia Civil tem registrado aumento de casos envolvendo crimes patrimoniais dentro de famílias, especialmente em disputas por bens imóveis e rurais. A legislação brasileira pune o parricídio com penas severas, podendo chegar a 30 anos de prisão quando há premeditação e motivo torpe.
Os dois suspeitos presos na Operação Cronos foram autuados por tentativa de homicídio qualificado e associação criminosa. O filho investigado pode responder também por tentativa de parricídio. Ambos devem passar por audiência de custódia. O pai, identificado apenas como empresário de 65 anos, está sob proteção policial e declarou estar em estado de choque ao descobrir que o próprio filho pretendia matá-lo. A Polícia Civil segue investigando se há mais pessoas envolvidas no esquema e busca identificar os executores contratados que ainda não foram localizados.


