16 de junho de 2024

O BEIJO DO MACACO NA POLITICA DOS ÍNDIOS URU-WEU-AU-AU DE ARIQUEMES :POR AOR OLIVEIRA

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A velha curiosa foi buscar nos anais do tempo os conflitos violentos entre os macacos, e os compara com a agressividade política de hoje no município de Ariquemes. O político derrotado, cassado em sinal de submissão e como pedido suplicante pela própria sobrevivência, beija a mão do político vencedor. Após o gesto, ele é geralmente aceito no grupo, passa a receber e a obedecer às ordens do seu novo líder e, em troca, adquire as vantagens da convivência com quem detém o poder. A submissão se torna, desta forma, uma questão de conveniência.

Na política há, também, quem adote comportamentos semelhantes, especialmente após os resultados das eleições. Em nome da conveniência pessoal e de uma série de facilidades (dinheiro, empregos, favores, maior acesso aos balcões de negócios, espaço para projeção da própria imagem, etc.), beijos são oferecidos, por assim dizer, às mãos de quem alcançou o direito de exercitar esta sombra passageira chamado poder.

A atitude não é, certamente, alheia à realidade do exercício da política em nosso municipio, uma política que, ao que parece, não tem “lados”, não se preocupa com posturas ideológicas, e é mais parecida a uma feira onde o produto vendido é a oportunidade do benefício próprio. Dentro deste contexto mais amplo, a coisa mais natural a ser esperada, embora não necessariamente correta ou inteiramente decente, é que aconteça o gesto de beijar a mão de quem tem o poder.

Nepotismo, abuso de autoridade, traição, rasteira, golpe, rachadinhas  não há figura da crônica política e da patologia sociológica que não tenha passado ultimamente pelos tratados de primatologia. Matilde a estudiosa política, vê na política ariquemense “blefes”, “coalizões” e “trapaças”, mentiras e falsa moralidade onde o público só enxerga macaquice, dos mais espertos e ilusionista enganador do povo.  E concluiu que esses eternos “palhaços do reino animal se sentiriam muito à vontade numa arena política” diante do eleitor.

O que eles mais fazem é exercer o poder em proveito pessoal. Costumam ser “manipuladores” e “arbitrários”. Mentem tão bem que seus chefes caminham com o dorso eriçado, simulando passos de lutadores em tatames de sumô, para dar a impressão de serem maiores que a macacada plebeia. E essa, por sua vez, não se cansa de adulá-los, em rituais de obediência que incluem o beija-mão e, melhor ainda, o beija-pé. Aliás, curvar-se diante dos chefes é coisa de chimpanzé e o eleitor o faz isso muito bem em troca de uma simples portaria.

A bajulação compensa. É do convívio com os mandas-chuvas que descem, em cascata, as prerrogativas hierárquicas do bando. Ao passo que o macaco-mór “usa o prestígio obtido com essas homenagens para manter o equilíbrio social”, distribuindo favores essenciais, como o acesso às bananas e às fêmeas. Em bom politiquês, isso se chama clientelismo, neste o eleitorado.

A MORALIDADE FLEXÍVEL DE CINCO VEREADORES DE CUJUBIM EM VIAGEM DE LUXO À BRASÍLIA

A velha futriqueira politica Dona Matilde busca na imaginação novelística da rede Globo fantasiar as carrubambas desgualepadas dos vereadores de Cujubim, expondo os acontecimentos de mais um capítulo.

No mais recente episódio que poderia ser confundido com um roteiro descartado de uma comédia satírica, a câmara de vereadores de Cujubim se superou em audácia e, digamos, ‘criatividade ética’. Cinco de nossos destemidos representantes, incluindo o inigualável “moralista” Vereador Professor Haroldo, embarcaram numa aventura brasiliense sob o pretexto de absorver conhecimento sobre o “legislativo municipal moderno e sustentável”. A pergunta que não quer calar: será que o capítulo sobre “sustentabilidade financeira” foi convenientemente arrancado do manual?

A façanha custou aos bolsos dos contribuintes de Cujubim a bagatela de R$ 52.603,45. Isso mesmo, caros leitores, você não leu errado. Nossos representantes decidiram que era hora de voar alto, literalmente, com passagens aéreas custando R$ 5.904,90 cada. Uma pechincha, se considerarmos que o destino não era a lua.

Mas não para por aí! Além da jornada aérea de luxo, nossos aventureiros políticos também foram agraciados com diárias de R$ 4.615,79 cada. O que nos leva a ponderar: que tipo de acomodação celestial estaria incluída neste pacote? Será que as camas eram flutuantes? O café da manhã era servido por anjos?

Entre os viajantes, destaca-se o Vereador Haroldo, nosso guia moral e ético, cuja participação nessa epopeia financeira beira o teatro do absurdo. Se a moralidade fosse uma moeda, parece que nosso estimado vereador optou por investir no mercado de ações de ironia e hipocrisia.

Vamos dar nomes aos viajantes da extravagância: além de Haroldo, temos Renata, Andriw, Zoião e Reginaldo. Um quarteto que certamente não será esquecido tão cedo pela população de Cujubim, especialmente quando a próxima conta de impostos chegar.

Ah, Cujubim, a ironia de tua realidade supera a mais afiada das sátiras. Onde o curso de moralidade parece ser ministrado pelos próprios que deveriam ser alunos. É um teatro, sim, mas os palcos são nossas ruas e os atores, infelizmente, são aqueles que prometeram nos representar.

FRASE DO POETA ABO

“Quem não sabe cuidar do que é seu, não terá competência para cuidar de administrar um município”.

PERGUNTA POPULAR

Hospital Regional de Ariquemes tem UTI neonatal e pediátrica, essa é uma pergunta da população.

Com a palavra a Secretaria de Saúde Municipal.

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