20 de junho de 2024

SINTERO indica greve em assembleia extraordinária em RO: Movimento pode ser ilegal e prejudicial aos estudantes

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Além disso, levanta-se a possibilidade de que esta greve esteja sendo motivada por interesses políticos, especialmente em um ano eleitoral, uma vez que o SINTERO é historicamente ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT)

Dioneida Castoldi, presidente do Sintero, comanda a massa para uma nova greve que deve ser declarada ilegal pela justiça, não sem antes prejudicar milhares de alunos…e os próprios trabalhadores em educação/Foto: divulgação/Sintero

A assembleia extraordinária convocada pelo SINTERO, realizada nesta terça-feira (9) em sua sede administrativa e nas 11 Regionais, trouxe à tona um indicativo de greve que desperta preocupações quanto à sua viabilidade e impacto na comunidade educacional.

Com o início da reunião por volta das 9h, a Presidenta do SINTERO, Dioneida Castoldi, convocou os profissionais da educação a se unirem em prol dos direitos da categoria. No entanto, é importante destacar que a greve proposta enfrenta desafios significativos que podem comprometer sua legalidade e eficácia.

Durante a assembleia, o clamor pela greve foi evidente entre os filiados em Porto Velho e nas demais Regionais. No entanto, há questionamentos sobre a eficácia desse movimento, considerando que a história mostra que greves anteriores organizadas pelo SINTERO foram declaradas ilegais pela justiça, resultando em prejuízos tanto para os trabalhadores quanto para os estudantes.

Além disso, levanta-se a possibilidade de que esta greve esteja sendo motivada por interesses políticos, especialmente em um ano eleitoral, uma vez que o SINTERO é historicamente ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT), com parte de sua diretoria composta por membros do partido desde sua fundação.

É válido ressaltar também que, mesmo diante das demandas dos profissionais da educação, o governo demonstrou pouca disposição para negociar, o que levanta dúvidas sobre a eficácia de uma greve como forma de pressão.

Ao invés de avançar nas negociações, a indicação de greve pode resultar em um impasse prolongado, prejudicando não apenas os trabalhadores, mas também milhares de alunos que dependem da continuidade do ensino para seu desenvolvimento educacional.

Neste contexto, é fundamental buscar alternativas que permitam o diálogo e a negociação, visando o atendimento das demandas dos profissionais da educação sem prejudicar o funcionamento das escolas e o aprendizado dos estudantes.

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